Produção laboratorial de anticorpos

Os anticorpos são produzidos pelo sistema imunológico, especificamente pelos linfócitos B, em resposta à moléculas estranhas que invadem o corpo, denominadas antígenos. Desta maneira, os anticorpos serão capazes de se ligar ao antígeno e combatê-lo.

Essa capacidade de produção do sistema imunológico é simulada e aplicada em uma grande variedade de aplicações tanto em pesquisa quanto em diagnóstico.

A produção de anticorpos, então, depende da resposta humoral in vivo aos antígenos estranhos. Imunizações simples de moléculas, vírus ou células estranhas podem provocar uma forte resposta de anticorpos, mas algumas substâncias falham em induzir uma resposta forte.

O sistema imunológico pode ser manipulado para aumentar a resposta, modificando o antígeno ou o hospedeiro. Até recentemente, essas modificações foram descobertas empiricamente, mas uma maior compreensão do sistema imunológico agora permite uma abordagem mais racional.

Proteínas, peptídeos, carboidratos, ácidos nucléicos, lipídios e muitos outros compostos naturais ou sintéticos atuam como imunógenos de sucesso. Peptídeos e antígenos não protéicos geralmente precisam ser conjugados a uma proteína transportadora (p.e. albumina de soro bovino) para se tornarem bons imunógenos. Isto é devido ao seu pequeno tamanho, e a conjugação ao transportador fornece os locais de ligação do receptor T de classe II necessários.

Além disso, os imunógenos podem precisar ser administrados com um adjuvante para garantir uma resposta de alta qualidade / quantidade. Os adjuvantes são estimuladores não específicos da resposta imune. Eles permitem que doses menores de antígeno sejam usadas para induzir uma resposta persistente de anticorpos.

Os anticorpos policlonais são produzidos pela imunização repetidas do mesmo antígeno em intervalos de várias semanas estimulam células B específicas a produzirem grandes quantidades do antígeno. O sangue conterá uma variedade de anticorpos, cada um para um epítopo (região) diferente no antígeno. Os soros imunes podem ser usados em sua forma bruta, onde altos níveis de anticorpos específicos estão presentes, ou os anticorpos específicos podem ser isolados dos componentes do soro por purificação por afinidade.

Para produzir os anticorpos monoclonais, o mesmo protocolo de imunização é usado e todas as células formadoras de anticorpos (por exemplo, células B) são removidas. Estes são fundidos com células tumorais imortais para se tornarem hibridomas, que são selecionados para produção e desempenho de anticorpos.

Os hibridomas que produzem anticorpos recebem nomes de clones, que são atribuídos exclusivamente para permitir a identificação. As células de hibridoma produtoras de anticorpos são clonadas por isolamento e cultivadas usando cultura de tecidos. Alternativamente, os genes que codificam para a produção de anticorpos podem ser clonados em vetores de transfecção para produzir anticorpos recombinantes.

Ao contrário dos anticorpos policlonais, os monoclonais são homogêneos com especificidade definida para um epítopo. O anticorpo secretado pelas células para o meio de cultura pode ser colhido e usado em sua forma bruta, ou pode ser purificado por cromatografia de afinidade.

Fonte: https://www.abcam.com/protocols/antibody-production
Abcam Training Course – Antibody basics training
Imagem por Gabrielly Denadai via site BioRender.com

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